sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Estréias da semana

O ano é 1962. Época fértil para se viver de fantasias e sonhos – especialmente para a jovem Tracy Turnblad (Nikki Blonsky). Com um corpinho, digamos, de medidas generosas, a moça sonha em fazer parte do programa "The Corny Collins Show". Ela e todos os jovens da sua idade. Mas Tracy tem potencial. Ao participar de uma seleção, impressiona os juízes com desenvoltura e graça. E, assim, consegue um lugar no show. Não demora muito, a jovem começa a fazer sucesso - ameaçando ocupar o lugar de Amber Von Tussle (Brittany Snow). É o início de uma disputa regida por twist e muito laquê. Mas, para saber como a história termina, só assistindo ao novo filme de Adam Shankman, Hairspray - Em Busca da Fama, uma das sete estréia da semana.

A produção é uma releitura do clássico de John Waters, montado nos anos 80. No elenco estavam Rikki Lake (da extinta série China Beach), Sonny Bono (famoso pela música I Got You Babe) e Deborah Harry (ex-vocalista da banda Blondie). Já a nova versão conta com nomes de peso como John Travolta, Michelle Pfeiffer e Christopher Walken. Quem for às salas de cinema, verá que, assim como a versão original, a releitura é lançada aos como uma crítica aos preconceitos e a descriminação racial. Uma comédia animada e politicamente engajada.

Outra comédia que entra em cartaz é Ligeiramente Grávidos, do mesmo diretor do Virgem de 40 anos, Judd Apatow. Desta vez, a trama gira entorno do casal Alison Scott (Katherine Heigl) e Ben Stone (Seth Rogen). Eles se conhecem durante uma noite muito agitada. Ela comemorando a promoção no emprego e ele passando o tempo ocioso. Um drink, dois drinks, três drinks... Os dois acabam passando a noite juntos. O suficiente para Alison engravidar. Agora o casal, nada convencional, terá que se unir para dar uma família ao bebê. Será que isso pode dar certo?

Caso o assunto seja romance, Nunca é Tarde Para Amar promete levar os apaixonados ao cinema. Dirigido por Amy Heckerling, de As Patricinhas de Beverly Hills (1995), o filme conta a história de Rosie (Michelle Pfeiffer), mãe da adolescente Izzie (Saoirse Ronan). Perto de completar 40 anos, Rosie se apaixona por Adam (Paul Rudd), que é bem mais jovem. Esta situação deixa Rosie cheia de dúvidas. Ela não sabe se deve ou não manter o novo relacionamento. E você, que faria?

Em contrapartida, Rogue: O Assassino é pura ação. Dessa vez, trata-se de um agente do FBI querendo vingar a morte do parceiro e da família. Ele vai atrás do assassino acusado de ser o culpado pelo crime. Mas a história promete ir longe. Com 103 minutos de duração, o filme traz no elenco Jet Li, de Romeu Tem que Morrer, e Jason Statham, de Colateral. O roteiro é de Lee Anthony Smith e a direção de Philip G. Atwell, de The Wash (2001).

Os dramas ficam a cargo de Fora do Jogo e Em Busca da Vida. O primeiro trata de preconceitos no mundo árabe. Fala de uma garota que sonha em ver uma partida de futebol, o que é proibida no Irã. O enredo transcorre sobre os conflitos femininos e a febre pelo esporte como motes para expor, com leveza, as contradições de um país em lento processo de mudança. Já Em Busca Da Vida trata de um trabalhador de minas e uma enfermeira que retornam à cidade natal - prestes a ficar submersa por causa da construção de uma represa.

Finalmente, Bem Vindo a São Paulo encerra as novidades da semana. Com uma narrativa de documentário, o longa reuniu vários cineastas internacionais para mostrar distintas visões sobre a cidade, relevando a importância do olhar estrangeiro com foco nas peculiaridades da nossa metrópole. O trabalho levou três anos para ser finalizado e é narrado por Caetano Veloso, que também participa de trecho do filme com a sua canção Sampa.

Pré- estréia
Quem gosta de exclusividade não pode perder a pré-estréia de Piaf - Um Hino ao Amor. Inspirado na vida da cantora, a produção foi responsável pela abertura do 57º Festival de Cinema de Berlim. Chamado originalmente de La Vie En Rose – uma das canções mais conhecidas da artista – o filme é um forte candidato ao prêmio Urso de Ouro.

Cinema - Ciclo chileno

Cine Brasília apresenta o Ciclo do Cinema Chileno, de 20 a 25 de setembro, às 21h, com entrada franca. A mostra recebe filmes assinados pelos diretores Rodrigo Ortúzar, León Errázuriz, Sebastián Lelio, Cristián Galáz e Andrés Wood e conta com a participação do diretor chileno-brasileiro Jorge Duran. Depois da sessão do filme Proibido Proibir, Duran participa de um debate aberto com o público.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 20 - Proibido Proibir. Do cineasta chileno-brasileiro Jorge Duran.
Três estudantes universitários ? Paulo (Caio Blat), Letícia (Maria Flor) e Leon (Alexandre Rodrigues) ? experimentam conflitos morais e éticos quando Paulo se apaixona por Letícia, namorada de Leon. Ao mesmo tempo, eles confrontam a violência da cidade e vivem uma experiência dramática, que os faz amadurecer e termina fortalecendo os laços de fraternidade e amor que os une.

Dia 21 - Mujeres Infieles . De Rodrigo Ortúzar Lych. Apresentadora do noticiário de maior audiência do Chile, Cecília Ureta sorri para a câmera e encerra seu programa. As câmeras se apagam e Cecília não pode deixar de demonstrar o ódio que sente pelo colega e eterno inimigo Mario Guzmán. Cansada de disputar espaço com ele, Cecília solicita aos produtores que o enviem para realizar pautas pitorescas fora da redação. Ela, porém, ignora que o seu desejo irá se transformar em seu maior pesadelo.

Dia 22 - Mala Leche . De Leon Errázuriz. Dois jovens ingressam no mundo das drogas e são obrigados a obter, em dois dias, o dinheiro de uma transação ilegal o que os levará a uma desenfreada sucessão de delitos.

Dia 23 - Sagrada Família . De Sebastián Lélio. A história se passa na casa de praia de uma família de arquitetos durante o feriado da Semana Santa. Marcos é estudante de arquitetura e o filho veterano de um egocêntrico arquiteto. Ambos têm uma relação competitiva que atormenta Soledad, mãe de Marco. A família está ansiosa pela chegada de Sofia, primeira namorada de Marco. Nas casas vizinhas chegam amigos de Marco. Quando Sofia, dona de uma perturbadora intensidade erótica chega, o equilíbrio é rompido. A família e as outras personagens nunca mais serão as mesmas.

Dia 24 - El Chacotero Sentimental . De Cristián Galáz. Um jovem excêntrico locutor de rádio apresenta programa de sucesso e recebe ligações de ouvintes anônimos que revelam suas histórias de amor, revelando confusões, disputas e paixões.

Dia 25 - Fiebre del Loco . De Andrés Wood. No extremo sul do Chile, um molusco raro - muito valioso em restaurantes de todo o mundo ? desperta uma febre anual, na época de sua pesca em Puerto Gala, um pequeno vilarejo de pescadores. Comerciantes, pequenos empresários e prostitutas de todo o país chegam ao vilarejo modificando a rotina da região.

Mais informações: Embaixada do Chile - 2103 5151

Max Sette e Wilson das Neves

Dia 21 de setembro, sexta-feira, às 23h. Os cantores Max Sette e Wilson das Neves fazem o show Festa do Samba, com repertório que passa por diversas gerações do samba. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Onde: Arena Futebol Clube

Espetáculo musical canta a história do Rio de Janeiro no Teatro da Caixa

O musical carioca Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha estréia nesta sexta-feira, às 21h, no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul, Quadra 4). Escrito pelo jornalista Sérgio Cabral e pela historiadora Rosa Maria Araújo, o espetáculo – que estreou no Rio de Janeiro em janeiro, cumpre temporada de duas semanas na capital federal. Além de apresentação em São Paulo, sua turnê nacional incluiu participação no Festival de Teatro de Curitiba. E a crítica tem se manifestado com unanimidade em classificá-lo como um fenômeno da produção teatral contemporânea.

As duas horas de apresentação, divididas em dois atos, percorrem a história do Rio de Janeiro contada por marchinhas de Carnaval. Ao todo, o público ouvirá cem exemplares do repertório que inclui composições de Braguinha, Noel Rosa, Lamartine Babo, Ari Barroso e Haroldo Barbosa. Para facilitar o passeio histórico, as canções foram divididas em dez grupos temáticos como comportamento, dinâmica doméstica, finanças e, é claro, Carnaval. "As músicas receberam um arranjo mais moderno, uma interpretação conceitual, mas nós não as alteramos", avisa Rosa Maria Araújo.

Dirigido por Cláudio Botelho, Sassaricando apresenta no elenco dois pilares para a atual produção de musicais brasileiros: Eduardo Dussek e Soraya Ravenle. Completam a formação Alfredo Del-Penho, Pedro Paulo Malta, Ivana Domenico e Juliana Diniz, neta do sambista Monarco.

O espetáculo não tem texto: apenas as letras das próprias marchinhas. As canções são teatralizadas para evidenciar a performance do ator. "As marchinhas são muito teatrais. Os atores encarnam as histórias contadas por elas", explica a atriz Soraya Ravele.

Além da coreografia assinada por Renato Vieira, completa a imersão no passado a banda ao vivo formada por Luis Filipe de Lima (violão de sete cordas), Thiago Prata (violão de sete cordas), Henrique Cazes (cavaquinho), Alessandro Valente (cavaquinho), Oscar Bolão (bateria), Beto Cazes (percussão), Fábio Cazes (percussão), Dirceu Leite (sopros), Gilson Santos (trompete e flugelhorn) e Fabiano Segalote (trombone).

"O espetáculo surgiu a partir da percepção atual de que deve-se contar a história com fontes diferentes", explica Rosa Maria Araújo. "E as marchinhas são crônicas de uma época que falam dos costumes, do Carnaval, das mulheres", prossegue. Durante um ano, ela e Sérgio Cabral realizaram as pesquisas que dariam sustento ao roteiro. Além do espetáculo, o trabalho gerou um CD duplo, lançado pela Biscoito Fino e um DVD.

Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha - De 21 a 30 de setembro, às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 17h e às 21h; aos domingos, às 20h. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 3206-6456.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Canal Brasil - O Som do Vinil

Acabou Chorare - Novos Baianos (2007) - BR



Horario(s): duração: 25 min
20/09 - 21:05
21/09 - 16:00
22/09 - 13:00

Canal Brasil - Natal da Portela

Biografia do homem que, mesmo sem saber cantar, dançar ou tocar um instrumento, transformou-se numa das maiores expressões do samba brasileiro, dedicando-se de corpo e alma à sua escola do coração, a Portela.

Horario(s): duração: 93 min
20/09 - 19:30
24/09 - 14:30

Direção: Paulo Cézar Saraceni

Elenco:Milton Gonçalves, Zezé Motta, Grande Otelo, Paulo Cesar Peréio, Maurício do Valle, Almir Guineto, Tony Tornado

Elogio ao Amor: o cinema de François Truffaut

A morte este ano de Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni foi considerada por muitos críticos o fim da época dourada do cinema de autor. Ainda que mais novo, o francês François Truffaut, precocemente falecido em 1984, foi um dos que ajudaram a reafirmar, nos efervescentes anos 60, a convicção de que os filmes eram de fato arte grandiosa. Considerado um dos maiores realizadores do cinema mundial, o francês François Truffaut, antes de se tornar realizador, foi um dos principais críticos do que se chamava academicismo do cinema de seu país, nos anos 50. Elogio ao Amor traz obras representativas de três períodos distintos do autor. Em todos eles, Truffaut aborda as diferentes facetas do amor, tema onipresente em sua filmografia, e que chegou a lhe valer críticas daqueles que consideravam o seu cinema demasiadamente romântico. Mas filmes como As Duas Inglesas e o Amor, Um Só Pecado - da mesma maneira que os demais filmes programados mostram que Truffaut inaugura, de fato, com seu cinema, uma nova sensibilidade. Na época em que foram lançados, seus filmes revelaram também novos gestos, novas atitudes, novas maneiras de falar, de ser e amar. Por isso foram imediatamente reconhecidos como a imagem do moderno.

Programação

Segunda-feira, 24 de setembro, 20h
Atire no Pianista
(Tirez Sur Le Pianiste) (1960/78min)
Elenco: Charles Aznavour, Marie Dubois,
Nicole Berger, Michelle Mercier,
Serge Davri, Albert Rémy

Terça-feira, 25 de setembro, 20 horas
Um só Pecado
(La Peau Douce) (1964/110min)
Elenco: Jean Desailly, Françoise Dorléac,
Nelly Benedetti

Quarta-feira, 26 de setembro, 20 horas
A Mulher do Lado
(La Femme D'à Cote) (1981/100min)
Elenco: Gérard Depardieu, Fanny Ardant,
Henri Garcin, Michelle Baumgartner

Quinta-feira, 27 de setembro, 20 horas
De Repente, Num Domingo
(Vivement Dimanche) (1983/106min)
Elenco: Fanny Ardant, Jean-Louis
Trintignant, Filippe Laudenbach,
Jean-Pierre Kalfon, Caroline Sihol

Sexta-feira, 28 de setembro, 20 horas
As Duas Inglesas e o Amor
(Les Deux Inglaises et le Continent)
(1971/120min)
Elenco: Jean-Pierre Léaud,
Kika Markham, Stacey Tendeter

Casa Thomas Jefferson
SEP Sul EQ 706/906 Conjunto B

Recital de piano

Joana Holanda é natural de Brasília. Em 2006, concluiu Doutorado em práticas interpretativas na UFRGS sob a orientação artística de Ney Fialkow, período em que também realizou estágio docente na City University, em Londres. Como bolsista da University de Iowa, cursou o Mestrado na classe da professora russa Ksenia Nosikova. Durante a graduação, na classe de Fúlvia Escobar na Unicamp, trabalhou ativamente nas semanas de Música Brasileira e foi bolsista do Pibic-CNPq em projeto sobre o repertório para piano do compositor Edino Krieger. Atualmente, é professora de piano, disciplinas afins e contraponto na Universidade Federal de Pelotas, RS. Apresentou-se em São Paulo a convite do compositor Oswaldo Lacerda, além de recitais em diversas cidades brasileiras. Por seu interesse pela música contemporânea tem estreado obras para piano solo de compositores brasileiros. Sua tese de Doutorado enfoca Eunice Katunda e Esther Scliar, compositoras brasileiras do século XX. Seus artigos publicados versam sobre recortes significativos da produção pianística brasileira. Do programa constarão peças de J.S. Bach , R. Schumann, B. Bartok.

Sexta-feira, 21 de setembro, 21 horas

Casa Thomas Jefferson
SEP Sul EQ 706/906

XVI Encontro da BRAVIO com a participação do violonista Alessandro Borges - dia 22/09/2007

Alessandro Borges é nascido em Brasília, Mestre em Música /performance, pela UFG (2005); Licenciado em música pela UnB (2000); Bacharel em violão pela UnB (2002) e atualmente é professor da Escola de Música de Brasília (CEP/EMB). Com a Orquestra de Violões de Brasília, gravou os CDs: Contrastes (1998) e À moda brasileira (2003); é integrante do grupo instrumental De Vento em Popa. Em 2002 atuou como violonista e diretor musical do CD Recordando o Passado do sanfoneiro Eurípedes Mariano.

Integra O Trio de Violões de Brasília com Eustáquio Grilo e Cinthya Costa desenvolvendo um repertório que vai de Bach a Ernesto Nazareth.

Atualmente desenvolve um trabalho de transcrição e interpretação das músicas de Dilermando Reis (Dissertação de Mestrado defendida em março de 2005 – UFG) e dirige junto com Paulo André Tavares e Jaime Ernest Dias a Orquestra de Violões da Escola de Música de Brasília.

Programa do Recital:

Homenagem a Dilermando Reis

1- Uma Valsa e Dois Amores

2- Terno Olhar

3- Iracema

4- Araguaia

5- Quando Baila la Muchacha

6- Ausência

7- Moderninho

8- Disse me Disse

9- Valsa das Hortências

10- Na Ginga da Nega

11- Noite de Lua

12- Drº Sabe Tudo


Convidamos todos para receber de braços abertos o Alessandro Borges, cujo o recital acontecerá às 20:00 do dia 22 de setembro no SESC 504 sul.

Nossos encontros também contemplam duas outras atividades alêm do Recital. Para este evento teremos um masterclass ministrado também pelo violonista Alessandro Borges, às 15 horas. Após a palestra, às 17:30, será realizado o Sarau da Bravio, onde contamos com a participar de todos vcs. Tragam seus instrumentos.


Programação do XVI encontro da BRAVIO:

15:00 - Palestra com o violonista Alessandro Borges
............... Entrada Franca
17:30 - Sarau da BRAVIO
............... Entrada Franca e Participação livre
20:00 - Recital com o violonista Alessandro Borges
.............. Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Local: SESC 504 Sul


Aguardamos a presença de todos vcs!


Bravio.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência

Aos seis anos, Mónica Chirife contraiu poliomielite. Sem o movimento de braços e pernas, teve de se adaptar à cadeira de rodas. A adversidade, no entanto, não paralisou a vida da argentina. Atualmente, trabalha como professora de inglês. E emociona espectadores de todo o mundo no papel de cineasta. Ao lado do marido, o realizador Mario Piazza, assina o documentário Madres con Ruedas (Mães com Rodas), que integra a terceira edição da mostra Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência.

De hoje a 30 de setembro, o público de Brasília poderá assistir a 36 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, produzidos no Brasil e em mais 16 países. Em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), as produções formam um painel sobre deficiência e inserção social. “É importante deixar claro que não são filmes didáticos, feitos para dar lições. Mas, como trazem histórias de vida incríveis, acabam tocando o espectador”, ressalta Lara Pozzobon, curadora do circuito com o diretor Gustavo Acioly.

Além das sessões de cinema, haverá bate-papos nas quartas e quintas-feiras com pessoas com deficiência e especialistas no tema. Entre os convidados, estão Mónica Chirife, o marido e a filha do casal, Maria Victoria, de 17 anos. O trio vai participar do debate Família e independência, marcado para a próxima quinta, após a exibição do Madres con Ruedas, às 18h30.

Realizada ao longo de quase duas décadas, a fita mostra a trajetória de mulheres cadeirantes que realizaram o sonho de ser mãe. Entre elas, a própria diretora. Protagonista da obra, ela desnuda sua vida antes e após a chegada da filha. E entrevista as personagens quando a maternidade ainda é um desejo e, anos depois, acompanhadas pelos filhos já adolescentes. “É sensível, inteligente e filosófico”, opina Lara, lembrando que a produção argentina foi eleita pelo público, no Assim Vivemos do Rio de Janeiro, a melhor da programação. Na capital carioca, o festival ocorreu entre 7 e 19 de agosto.

Inserção
A acessibilidade não é apenas um dos assuntos abordados no evento. Em todas as exibições, pessoas cegas poderão assistir aos filmes por meio de um sistema eletrônico. Dois atores interpretam os diálogos, transmitidos por fones. Outra preocupação diz respeito aos catálogos, contendo as sinopses, confeccionados também em braile.

Para os espectadores com deficiência auditiva, a organização disponibilizou legendas que, além dos diálogos, descrevem os ruídos. Haverá ainda tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRA) durante os debates. “A idéia do festival é aproximar as pessoas. Tanto os parentes que tratam quem tem deficiência de maneira reservada, quanto aquelas cuja relação com o assunto é inexistente. Considerando a limitação de cada um, todos com deficiência têm uma capacidade enorme”, conclui Lara.

Novos e nostálgicos baianos

O novo filme sobre João Gilberto entrará em cartaz sem a participação do artista. Sob a direção de Henrique Dantas, Filhos de João conta a história dos antológicos Novos Baianos. A idéia é mostrar as influências que o grupo sofreu durante os anos 70, em especial a de João Gilberto. “Mas eu não consegui falar com ele. Passei uma semana no Rio e nada. Portanto, coloquei apenas algumas imagens dele focadas ora no olho, ora na mão. Mantive o mistério, sua marca registrada”, contou o diretor.

O documentário será submetido a um teste de audiência nesta terça-feira no Teatro da Caixa. A avaliação, normalmente, é feita quando os filmes estão no processo final de edição. É uma prévia da reação do público. Um teste para ver se a mensagem está bem clara. “O recurso ajuda muito na estratégia de lançamento da produção. Após a exibição, passamos um questionário para cada um dar sua opinião. São quesitos que abordam desde a trilha sonora até a atuação dos atores”, afirmou Renato Barbieri, curador do projeto Teste de Audiência. Segundo ele, não necessariamente um diretor muda completamente o rumo da montagem em função dos resultados. “Mas eles se sensibilizam”, reconheceu.

Filhos de João será testado apenas em Brasília antes de seu lançamento.“ A capital é uma importante praça para fazermos este tipo de avaliação. A cidade possui um alto índice de ocupação nas salas de cinema. Ou seja, as pessoas têm um bom conhecimento audiovisual. A composição da platéia também é importante. São integrantes de culturas bem diferentes. Com isso, conseguimos resultados mais precisos”. Mas, segundo o diretor Henrique Dantas, mesmo com o teste de audiência, o filme não será mais alterado. “Será realmente para trabalhar a divulgação do documentário”.

Henrique Danta conta que trabalha no filme há cerca de quatro anos. “É uma colcha de retalhos”, definiu o diretor. Foram reunidas imagens inéditas dos artistas, cedidas de arquivos pessoais. “A narrativa não segue uma linha cronológica. É um retrato dos anos 70”. Já a trilha é bem animada. Ao todo foram escolhidas 40 músicas, “29 dos Novos Baianos e 11 de compositores importantes da época, como os tropicalistas”. Outra marca é a forte opção por câmera na mão e quadros fechados. “Transmite um pouco o clima improvisado da época”. Já a fotografia peca pelo baixo orçamento. “Teve uma entrevista com a Baby onde tivemos que colocá-la debaixo de um poste e usamos um refletor para montar toda a iluminação”, revela Henrique.

O documentário conta com depoimentos dos baianos Moraes Moreira, Galvão, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Jorginho Gomes, Gato Feliz, Bola Moraes e Charles Negrita, além das participações de Tom Zé, Orlando Sena, Rogério Duarte. “Era uma época muito louca. Nós chegamos a desmoralizar o dinheiro. Um pecado muito grande. Na época, nós não guardamos o dinheiro no banco. Imagina! Eu abri um buraco atrás da parede do meu quarto e colocávamos tudo lá. Só para usar quando necessário”, lembra Galvão. Segundo ele, o trabalho realmente mostra a proposta inicial do grupo. “De fato, os tropicalista tiveram uma grande influência no nosso trabalho, mas foi João Gilberto que nos trouxe de volta para casa. Depois dele, deixamos de tocar apenas rock para mergulhar na MPB”. Galvão, ao contrário de Henrique, conheceu João Gilberto.

Cinema - Estréias

Vencedor de seis Candangos na edição de 2006 do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, entre eles o de Melhor Filme, O Baixio das Bestas é uma das sete estréias desta sexta-feira (Leia mais!). Dirigido por Cláudio Assis (do polêmico Amarelo Manga), o filme trata das mazelas do ser humano a partir de personagens movidos pela perversão e crueldade.

Na trama, Auxiliadora, interpretada pela atriz Mariah Teixeira, é uma jovem de 16 anos explorada pelo avô, Seu Heitor (Fernando Teixeira). O homem, um moralista ambíguo, vê falta de autoridade em tudo, mas ganha dinheiro maltratando a menina. O longa conta com Caio Blat, Dira Paes, Matheus Nachtergaele, Marcélia Cartaxo e Hermila Guedes no elenco.

Outros três filmes de drama chegam às salas de cinema. No brasileiro Querô, dirigido por Carlos Cortez, o filho de uma prostituta, que se matou tomando querosene, é criado pela dona do prostíbulo onde trabalhava a mãe. Revoltado com os maus-tratos que recebe, o rapaz comete pequenos delitos e acaba na Febem.

Na produção norte-americana Instinto Secreto, de Bruce Evans, o personagem de Kevin Costner, Earl Brooks, é um executivo de sucesso, marido e pai exemplar. Mas esconde um terrível segredo: é assassino em série. Sagaz, Brooks nunca deixa vestígios, até o dia em que um fotógrafo o flagra e passa a chantageá-lo.

Em O Vigarista do Ano, também dos EUA, o galã Richard Gere vive Clifford Irving, um ambicioso escritor que tenta se consolidar no mercado. Sem uma boa história em mãos, ele vende a uma editora a falsa autobiografia do milionário Howard Hughes. O problema é que o Irving não conhece o personagem.

Um filme de terror também estréia nesta sexta-feira. Sob direção de Oxide Pang Chun e Danny Pang, Os Mensageiros conta a história da família Solomon que decide deixar a vida agitada de Chicago para viver numa fazenda em Dakota do Norte. Ao chegarem ao local, aparentemente tranqüilo, os irmãos Jess e Bem vêem pessoas que são invisíveis aos demais moradores.

O susto dá lugar às risadas nas telonas. Na comédia Fido – O Mascote, de Andrew Currie, o mundo está repleto de zumbis. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, as figuras são completamente dóceis. E tornam-se jardineiros, leiteiros e até animais de estimação. Assim como o que vive na casa de Timmy Robinson.

A última estréia da semana é o documentário brasileiro Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda, de Andrucha Waddington (Casa de Areia). O longa mostra a intimidade da cantora baiana a partir da comemoração de seu aniversário de 60 anos. A celebração ocorreu em 2006, em Salvador, num show e numa missa em Santo Amaro, cidade natal da artista.

Sério Mercosul no Teatro da Caixa

A série visa mostrar as afinidades possíveis entre a música do Brasil e a de países como Uruguai e Argentina, em quatro shows de artistas que já vinham estabelecendo nos últimos anos um intercâmbio cultural estreitando esses laços.

Cantores, compositores e instrumentistas como os uruguaios Jorge Drexler e Luciano Supervielle e os argentinos Pedro Aznar e Kevin Johansen participam desse bate-bola musical com brasileiros como Arnaldo Antunes, Paula Toller, Celso Fonseca, Vitor Ramil, Moska e Marcos Suzano.

Confira a programação:

De 6 a 9/set - Jorge Drexler e Arnaldo Antunes
Dia 13/set - Kevin Johansen e Paula Toller
Dias 14 e 15/set Kevin Johansen e Paulinho Moska De 20 a 22/set - Pedro Aznar e Celso Fonseca
De 27 a 29/set - Luciano Supervielle e Vitor Ramil
Horário: De quinta a sábado às 21h e domingo às 20h
Endereço: Centro Cultural Banco do Brasil - SCES Trecho 2, conj. 22
Preço: R$ 15 e R$ 7,50 a meia

Just Jazz - Festival de Jazz de Brasília

Na programação do Just jazz estão nomes como Hamilton de Holanda Quinteto, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Egberto Gismonti, Paulo André Tavares, Oswaldo Amorim, Quarteto Tequarto e Hamilton Pinheiro Trio.

A abertura festival fica por conta do grupo candango Quarteto Tequarto. Formado por Felipe Viegas (piano), Sidney Campos (Bateria), Eduardo Belo (contrabaixo) e Rodrigo Bezerra (guitarra), eles fazem do improviso a maior virtude, além de mesclar a sonoridade do jazz com ritmos brasileiros. Em seguida será a vez de Hamilton de Holanda.

Também multiinstrumentista, Egberto Gismonti, finaliza a noite de estréia do Festival. Compositor perspicaz, ele teve praticamente todas as suas composições adaptadas para os mais variados efetivos instrumentais.

O segundo dia será marcado pela presença do poliinstrumentista, inventor de instrumentos, arranjador e compositor, Hermeto Pascoal. Ele fará show duo com a companheira e multiinstrumentista, Aline Moreno, abrindo a segunda noite de apresentações. Em seguida, também se apresentarão os instrumentistas Paulo André Tavares e Oswaldo Amorim. O encerramento do Festival ficará por conta do Hamilton Pinheiro Trio, formado pelo baixista Hamilton Pinheiro, pelo pianista José Cabrera e pelo baterista Sandro Araújo.

Será concedida meia-entrada mediante doação de um quilo de alimento não-perecível.

Horário: Dias 19 e 20 de setembro, às 19h
Endereço: Sala Villa-Lobos - Teatro Nacional Cláudio Santoro
Preço: R$ 70
Estudantes, pessoas acima de 65 anos e funcionários do Governo do Distrito Federal pagam meia-entrada, R$ 35.

Olívia Byington participa do programa Sr. Brasil na TV Cultura

Nesta terça (18/09) às 21h na TV Cultura, o programa recebe a cantora Olívia Byington que interprete Menina fricote (Henrique Batista e Marilia Batista) e Uva de Caminhão (Assis Valente).

Os outros convidados são o violinista Ricardo Herz, Ana Salvagni e Neide SaIvagni, Ronaldo Lampi e Arlindo Mesquita e Ivania Catarina e Carlinhos Gomes. Reprise no domingo (23/09) às 10h.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Duo Espírito Santo (violão e contrabaixo) no Clube do Choro (19, 20, 21/09)

“No palco a intimidade musical de pai e filho: o encontro de dois músicos intuitivos criando uma linguagem peculiar e até familiar. Dois artistas de alma brasileira com o dom de musicar o encontro. Duas gerações de muito som, trocando harmonias, ritmos, solos, improvisos, composições e parcerias. Juntos apresentarão composições dos dois, além de temas criados no momento, em um encontro de música espontânea.

O show terá como ponto de partida a sintonia, a cumplicidade e o bom gosto musical, além de ter como finalidade o prazer de fazer e ouvir música. Será composto de belas harmonias, empolgante ritmo e improvisos inusitados, com incrível bom gosto harmônico e espetacular criatividade, características marcantes de Arismar e Thiago.

Irão se apresentar com violões de 6 e 7 cordas, baixos e guitarras. Será sem dúvida uma oportunidade única para os apreciadores da boa música.

ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO.

Multi-instrumentista, arranjador e compositor reconhecido como músico completo, pela fluência com que toca contrabaixo, guitarra, violão, piano e bateria. Sua maneira de tocar e compor, harmonias inusitadas, o ritmo e a criatividade têm sido sua marca registrada. Foi eleito pela Revista Guitar Player, um dos dez melhores guitarristas/violonistas do Brasil. Durante mais de 30 anos de carreira atuou em shows e gravações ao lado grandes representantes da música universal: Hermeto Pascoal, César Camargo Mariano, Raul de Souza, George Benson, Dory Caymmi, Paquito D’Rivera, João Donato, Leny Andrade, Toninho Horta, Banda Mantiqueira, Naná Vasconcelos, Liliana Herrero, Trio Fattoruso, entre inúmeros outros. Tem participado de várias turnês internacionais: com o Hermeto Pascoal Trio esteve em sete países da Europa; apresentou-se no Blue Note de Tokio e Fokuoka, no Umbria Jazz Festival, em Portugal (Expo 98), em Paris como solista do Projeto Pixinguinha e como diretor musical da Caravana do Estado de Tocantins (ano Brasil França), nos EUA ministrando Master Classes e apresentando concertos em circuito universitário (Trinity College, Rhode Island College, Wheeler School Providence, University of Hartford, Real Art Ways, Newigton Public Library), na Argentina e Uruguai como representante brasileiro do Projeto Veredas Del Sur e na Dinamarca ministrando Master Classes. Tem assinado e dirigido vários Projetos Musicais: “Cordas à Solta”, “Alô Bateria”, “Canção sem Fronteiras”, “Grandes Encontros: Tributo à Delicadeza”, “Som da Cidade”, “Bossa: um tributo Paulista”, “Chorando Baixo”, “Encontro das Águas”, entre outros.

THIAGO ESPÍRITO SANTO

Thiago, o contrabaixo não é mais da turma da “cozinha”?

Cresci ouvindo e observando o contrabaixo com um amor único, talvez por ser filho de músicos, sei lá... Sempre falaram pra mim que “o baixo tem que acompanhar, fazer o centro do som”. Sem dúvida, isso é muito importante, porém alguns músicos me fizeram enxergar que o baixo não é só centro, ele é centroavante, jogando pelas pontas da melodia, brincando com o ritmo, dando aquele sabor que o tempero traz à mesa. E, agora, trago humildemente um contrabaixo para diversos paladares, com aquele tempero caseiro que é apaixonado pela cozinha brasileira e internacional.

Que influências fizeram você enxergar isso?

Sempre fui apaixonado por música. Dormia e acordava ouvindo som. Cresci vendo shows e fui me influenciando por muitos músicos de todos os instrumentos; sem dúvida, “maestros”. Para mim, todos geniais. Porém, as minhas influências principais são caseiras: Silvia Góes (a mãe sempre me incentivou e foi fundamental para essa liberdade que tenho hoje em relação à música; ela me criou mostrando que, na música, o que importa é o som que ela nos traz, sem rótulos, e isso aumentou meu interesse por ser uma coisa natural, sem termos técnicos, que atrapalham muito no início da formação de qualquer músico) e Arismar do Espírito Santo (o pai sempre foi figura, meu parceiro de vida, me levava pra todos os cantos pra ver som, dar canjas, dando a maior força e espaço pra eu poder crescer e caminhar com minhas próprias pernas).

Os parceiros, à noite, as viagens em turnê. De que é feito um músico?

Muitos sonham em trabalhar em estúdios, cair na estrada, fazer turnês, mas todos os músicos sabem o quanto é necessário estudar e tocar para atingir o seu próprio objetivo.

Existe uma expressão no meio musical que é o “baile”. Você precisa ter horas de vôo pra pilotar um modelo “X” de avião, e, para sair tocando qualquer música, também tem que ter horas de baile. É importante tocar em rodas, dar canjas com músicos de diversos estilos para aprender a se virar ao vivo. Ou você toca ou toca, sabe como é? Na estrada, temos a oportunidade de conviver e realmente conhecer as pessoas com quem trabalhamos, criando afinidade, respeito pessoal, musical... E desses encontros surgem muitas parcerias e parceiros. É muito bom, uma escola maravilhosa!

Nessas horas, faz diferença ser brasileiro?

Acredito que sim. Somos bem-humorados e lidamos bem com muitas situações. É o bom e velho jeitinho brasileiro. Mas o importante é a musicalidade à flor da pele que nosso povo tem. É uma coisa impressionante, tem uma força que move multidões e, quando você menos espera, já está no meio da bagunça, tocando, dançando, sendo brasileiro. Bão também!

Ser um virtuose no instrumento ajuda ou atrapalha o compositor?

Sempre tento separar o lado virtuose na hora de compor uma música, mas a influência quase sempre estará presente nas composições. Para compor, acho melhor pensar com o coração, a música tem que ter melodia, se comunicar, e às vezes a virtuose atropela toda essa idéia melódica, ou seja, é preciso saber dosar esse lado virtuoso do compositor, separar as idéias e sentir a música para que todos possam sentir o mesmo ao escutá-la.

O público, o grande público, está hoje mais preparado para perceber e valorizar a performance de um baixista? Ou isso ainda parece ser assunto de músicos?

Sem dúvida! Eu acredito que o instrumento sempre esteve presente nos ouvidos do público, mas os instrumentistas não estavam! Tem que tocar com o coração aberto, não jogar nota fora, e, sim, tocá-las para as pessoas que estão ali escutando, demonstrar respeito com o público. Não adianta ser um virtuose se você não consegue passar algo com sua música. O público tem muito pra ensinar aos músicos e os músicos têm muito que aprender com o público.

Há projetos seus pensados nessa direção?

Sim. Aprendi muito com esses anos de estrada. Comecei a estudar com 13 anos e hoje tenho 25 anos, e essa bagagem que trago me influencia muito na hora de tocar. Aprendi muito com o público, que me recebeu sempre de braços abertos e me deu atenção. Sou muito grato e a melhor maneira de agradecer era realizar um trabalho solo, com a minha cara. Daí surgiu o meu primeiro CD, Thiago Espírito Santo, trazendo essa idéia do baixista como um solista/acompanhante, tocando com carisma, fazendo valer cada nota, cada gota do suor que me faz transpirar música. Fiz esse disco de coração aberto pra chegar mais perto das pessoas. Essa é a direção do som: o ouvido e o coração.

Um gato e um cachorro vão receber um contrabaixo ou uma guitarra. Por seus temperamentos, cada qual toca o quê? Por quê?

A pergunta é boa, mas se for falar dos guitarristas vou arrumar confusão!!!

Mas o gato fica com o baixo e o cachorro, com a guitarra.

Semana

A semana será embalada pelo jazz. A cantora norte-americana Madeleine Peyroux vai emocionar o público de Brasília com sua voz suave no próximo sábado. No Centro de Convenções Ulisses Guimarães, ela canta composições do disco de estréia, Dreamland, do Careless Love - que vendeu mais de 1 milhão de cópias - e do recente Half the Perfect World. A segunda faixa do último trabalho, The Summer Wind, fez a artista despontar no Brasil. A música faz parte da trilha sonora da novela Paraíso Tropical (TV Globo).

O gênero vai agitar também as noites de quarta e quinta-feira. O Festival de Jazz de Brasília reúne convidados como Hamilton de Holanda Quinteto, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Paulo André Tavares e Egberto Gismonti. As apresentações ocorrem a partir das 19h na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro.

Outra atração da semana vai provocar um reboliço no imaginário dos que sonham em decorar o “doce lar”. A 16ª edição do Casa Cor, aberta ao público na próxima quarta-feira no Touring Club, traz novidades em arquitetura, decoração e paisagismo. O evento ocupará dois andares, num total de 52 ambientes reformados. Na parte de cima, ficarão os residenciais. Embaixo, serão montados os comerciais.

Também na quarta, o projeto Jogo de Cena, que exibe quadros de música, cinema, dança, teatro, artes plásticas e literatura, chega ao palco do Teatro da Caixa. Entre os convidados, estão a banda Toró de Palpite, a Cia de Dança Street Jam e o comediante Ribamar Araújo. Ele vai interpretar Vitória Virgínia na peça Eu Venci Vendendo Dindin. O filme desta edição é Borralho, de Arturo Sabóia e Paulo Eduardo Barbosa.

Completa o programa cultural a mostra Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência. Nesta terceira edição, que movimenta o Centro Cultural Banco do Brasil de terça a 30 de setembro, serão exibidos 36 filmes. Os curtas, médias e longas-metragens, de ficção ou documentário, foram realizados em 17 países. O festival aborda o universo das pessoas com deficiência e, por meio da arte, busca romper as barreiras do preconceito.

Tom McDermott no Feitiço Mineiro

Nesta segunda dia 17/09 às 21h30 irá se apresentar no bar Feitiço Mineiro (CLN 306 Bl. B Lj. 45/51 - Asa Norte, Brasília), o pianista norte americano radicado na capital federal Tom McDermott, tendo alguns chorões brasilienses como convidados.

Pianista ragtimer de New Orleans, McDermott tem em seu repertório habitual muito choro, com o qual gravou seu recente CD chamado “Choro do Norte”, com composições próprias e ragtimes em ritmo de choro ao lado do conjunto Tira Poeira.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Odette e Jaime Ernest Dias na Sesc TV

O programa Instrumental SESC Brasil, que vai ao ar nesta quinta (13/09) às 23h na SescTV, traz o duo formado por Odette Ernest Dias (flauta) e seu filho Jaime Ernest Dias (violão). No repertório, modinhas, valsas e mazurkas. Reprise na sexta (14/09) às 16h30.

O SescTV está disponível via Sky no canal 3, na Direct TV no canal 211, na TecSat no canal 10 e através de sinal digital no Satélite B3 freqüência 3768-V. Em São Paulo e Rio de Janeiro a emissora também está disponível via Net Digital no canal 92.

Ná Ozzetti e André Mehmari nesta quarta na TV Cultura

O programa Imagem do Som exibe nesta quarta (12/09) às 20h na TV Cultura, o dvd do show da cantora Ná Ozzetti e o pianista André Mehmari, gravado em abril de 2006 no Teatro Santa Cruz, em São Paulo. No repertório: Suíte Gabriela, de Tom Jobim; Rosa, de Pixinguinha e Otávio de Souza; Noites do Norte, de Caetano Veloso e Joaquim Nabuco; O ciúme, de Caetano Veloso; A ostra e o vento, de Chico Buarque; Sabiá, de Tom Jobim e Chico Buarque; entre outras.

Diego Figueiredo no Clube do Choro (12, 13 e 14 de setembro, às 21h30m)

Após ser aclamado pelo Montreux Jazz Festival 2005 com um dos três melhores guitarristas do mundo, Diego Figueiredo acaba de conquistar o segundo lugar no Montreux Jazz Guitar Competition 2007, num júri presidido por George Benson.

Nascido em Franca SP, em 1980, aos quatro anos o pequeno Diego já fazia pose para fotos com seu violão. Aos seis, ganhou um bandolim que passou a ocupar um lugar de destaque entre os outros instrumentos. Diego brincou com vários deles antes de optar pela guitarra, quando já tinha doze anos de idade. A esta altura, já tocava em teatros e bares locais, revelando um talento precoce para a difícil arte de improvisar e harmonizar. Aos 15 anos, se apresentava em teatros e casas noturnas de diversos estados brasileiros, tocando solo ou acompanhando músicos renomados.

Durante alguns anos, Diego Figueiredo atuou em bandas de diferentes estilos, aprimorando seu estilo em contato com diversas áreas da música. Estudou violão erudito, MPB e jazz em conservatórios de Franca, Ribeirão Preto e Tatuí, no interior de São Paulo. Em 1999 ganhou o primeiro lugar na América do Sul do concurso para uma bolsa de estudos no famoso Berklee College of Music, onde a comissão julgadora ficou impressionada com seu estilo. Mas por motivos pessoais não pode desfrutar do prêmio.

Em junho de 2001, Diego Figueiredo conquistou o segundo lugar no Prêmio Visa de MPB instrumental, tendo recebido elogios do corpo de jurados. Foi também finalista do Prêmio ICATU HARTFORD no Rio de Janeiro. Tem feito parceria com o cantor e compositor Belchior em turnês pelo Brasil e exterior. Tocou com Al Di Meola, John Scofield , Yellow Jackts, Hermeto Paschoal, Geraldo Azevedo, Sebastião Tapajós, Demônios da Garoa, Vanusa, Renato Borgueti, Osvaldo Montenegro, Toquinho, Tunai, Paulinho da Viola, Nando Cordel, Edson Cordeiro, Yamandú Costa, Marco Suzano, Dominguinhos, Moraes Moreira, Amelinha, Los Hermanos, Ednardo, Zeca Baleiro e Miyazawa, entre outros. Já se apresentou em impotantes programas de TV e Radio como: Jovens Tardes (Rede Globo), Raul Gil, Ratinho, Rony Von, Leda Nagli, EPTV, Ione, Amaury Junior, Metrópole, Jornal da cultura, All TV, Record internacional, Talentos (TV Câmara), Tv Assembléia, Tv Senado, Radio CBN, Eldorado entre outros.

Além de guitarrista, Diego é produtor, arranjador, orquestrador, multi-instrumentista e recentemente produziu e arranjou o álbum duplo "As varias caras de Drummond" em que Belchior musicou os poemas de Carlos Drummond de Andrade, lançado pela revista CARAS. Já tocou nos EUA, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Bolívia, Dinamarca, Espanha, Argentina, Portugal e Suíça, e vem se apresentando em grandes teatros, casas e festivais de jazz. Em 2001, 2002, 2003, 2005, fez shows no La Paz Festijazz, realizado na Bolívia. Foi também convidado pelo governo de La Paz, para uma gravação (CD e DVD) e para fazer alguns espetáculos em homenagem a Tom Jobim, intitulado "Jobim de los Andes". Em 2007 lançou o disco "Hojas Secas" também na Bolívia.

Diego Figueiredo esteve em 2006 em New York ,onde foi convidado especial para ministrar workshop e fazer shows dentro do IAJE- International Association for Jazz Education. Recentemente foi convidado a dar um curso de musica brasileira na Universidade da Flórida, nos EUA, onde também realizou alguns concertos. Vem fazendo shows por todo Brasil e exterior, apresentando um espetáculo de sensibilidade, técnica e emoção que impressiona e contagia o público.

"Ele é para brilhar nos mais sofisticados palcos do mundo" (O Estado de São Paulo, Paulo Bellinati). "É um dos maiores harmonizadores que eu já vi. É um monstro. Fico feliz de ser contemporâneo deste gênio" (Rádio Eldorado, Guinga). "Diego Figueiredo não é de Franca, ele é do Mundo".(Hermeto Paschoal). "Diego é uma luz para a musica brasileira". (Belchior). "É uma revelação. Poucos guitarristas podem fazer o mesmo com tamanha segurança e imaginação. Tira um som puro e complexo como Joe Pass e Hélio Delmiro" (Mauro Dias). "Seus arranjos percorrem trilhas inéditas e virtuosas" (Lauro Lisboa: Estadão). "Nunca vi um guitarrista tão criativo e com uma técnica tão limpa" (Roberto Menescal). "De zero a dez eu dou vinte. O guitarrista que escutar com detalhes o CD segundas intenções vai tirar uns meses de férias com certeza" (Mauricio Enhorn). "Foi a guitarra mais bem tocada que eu vi na minha vida" (Paulinho Nogueira) "Caro Diego: Escutei seu Cd "Segundas Intenções" e foi um momento Mágico. Quando eu for ao Brasil, gostaria de tocar com você" ( Pat Metheny). "Diego é um músico singular" ( Al Di Meola).

Diego Figueiredo acaba de conquistar o segundo lugar no Festival de Montreux (Suíça, julho de 2007). Tida hoje como a maior competição de guitarra do mundo, o Montreux Jazz Guitar Competition, realizada dentro do tradicional Montreux Jazz Festival na Suíça, selecionou sete guitarristas de todo mundo dentre mais de vinte mil inscrições para disputar a final em Montreux. Diego foi o único Sul-Americano selecionado para esta disputa. O presidente do júri foi Geroge Benson, que após a final disse que Diego é uma das grandes novidades da guitarra mundial, tendo um estilo único com técnica e expressão peculiares. "Diego foi um dos maiores monstros da guitarra que eu presenciei" ( George Benson).

Considerado um dos maiores guitarristas do mundo, Diego Figueiredo apresenta um show inesquecível, acompanhado do percussionista Marcilio Garcetti e do pianista Alexandre Martins. Um espetáculo de técnica e sensibilidade acoplado a um fino repertório de jazz, mpb, chorinho e clássico.